segunda-feira, 28 de julho de 2008

Difusão do Rock - 26-07-2008 - Krig Ha Bandolo

Ultimo Programa do Mês e novamente um especial Discos Classicos do Rock. E o escolhido da vez foi o Krig Ha Bandalo, primeiro album solo de Raul Seixas e um de seus melhores.

A gravação aconteceu nas dependencias do Chateau Du Cassias e contou com a participação do André, do João e do Cassio, que durante o programa recebeu a alcunha de Caio. A minha participação limitou-se ao deserviço de gravação (sim, a culpa é toda minha) e edição (idem).

O destaque do programa fica para a leitura-jogral do manifesto de Krieg Ha, escrito por Raul Seixas e Paulo Coelho, e declamada pelos difusores de plantão.



Para baixar o programa, clique na imagem à baixo:

terça-feira, 22 de julho de 2008

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Boas notícias de Porto Alegre

Compartilho em primeira mão com vocês, caros e raros leitores, a emoção que me assola a alma...
Em virtude de intempéries profissionais, me encontro em Porto Alegre - RS. Acabo de voltar do Shopoing Iguatemi onde, em visita à Livraria Cultura, acabo de adquirir o LP "Jardim Elétrico" dos Mutantes, ZERO BALA!!! Ou seja, de fato, conforme veiculado na revista IstoÉ algumas semanas atrás, os discos de vinil voltaram a ser comercializados. Dentre outras pérolas, o "Tudo foi feito pelo Sol" também dos Mutantes, "Tommy" do The Who, "Abbey Road", "Please Please Me", "Magical Mistery Tour" dos Beatles, "The Stooges" (dos mesmos), quase todos do The Doors, entre outros famosos e alguns bem obscuros (como trilhas do Tarantino, do "Rock ´n´ Roll High School e uma porrada de duetos de jazz).
Tudo bem que os preços não são muito convidativos (R$ 100,00 os mais baratos); mas mesmo assim vale uma comemoração.
Portanto, se você não tinha uma desculpa esfarrapada para tomar um baldinho de Heineken no Paiol nesta segunda-feira, erga um brinde às velhas bolachas pretas!!!

Maravilha, maravilha!!!

Difusão do Rock - 19-07-2008 - Rock Local

E finalmente pagamos o nosso tributo devido. Depois de quase dois anos de Difusão do Rock, fizemos um programa só com bandas locais e regionais. Sim, exercemos o nosso bairrismo. Nada de chavões, nada de medalhões e nada de bandas obscuras de uma Londres Sessentista. Nada disso. Só rock pir-córó-có-cór, como bem disse o nosso amigo difusor João. Bandas da cidade, arrabaldes e cercanias. Rock de bandas vizinhas de glebas e de terrenos rurais. Juntas as cidades que compõe o Planalto Norte Catarinense e a Região do Vale do Alto Rio Negro são a Meca do Rock e sua extensão.

Demos prioridade para as bandas com som próprio, com material lançado e um certo reconhecimento. E mesmo com o Do it Yourself interiorano, que tende ao amadorismo, vocês podem perceber que temos bons representantes da boa musica por aqui.

De acordo com a lista do André as bandas que tocaram foram:

Remanescentes - Copos sujos (e mais umas 3 no fundo)
Demo D -Mafra - Hair of the Dog(no fundo)
Midnight Runway (?)- Rio Negro (no fundo)
Jardim Elétrico - Passo a passo - Pato Branco
Variantes - Quanto você bebe - Chapecó
Sopro Difuso - Eclipse - Curitiba
Décio Caetano - Come back to my arms - Curitiba
Idiotas Berrantes - (?) - Campo Largo (no fundo)
Ergastoplasma - Abutre - Mafra (SC)
Nectar - Rolando Stones - Mafra
Beterraba Solar - (?) Rio Negrinho

Além da entrevista com a banda Area 51 - SBS e 1 música deles, e um emocionado depoimento de Didi Remanescente sobre o show do Chuck Berry em Curitiba.

Para fazer o download, clique na imagem à baixo:

terça-feira, 15 de julho de 2008

Difusão do Rock 12-07-2008 - Dia do Rock

Muito tempo se passou desde o ultimo podcast, mas agora a coisa vai mudar. Em homenagem ao dia do Rock eu confirmo a minha fé e reforço os meus votos de continuidade, zelo e difusão desse blog, desse podcast e desse programa de rádio. Em homenagem ao dia do Rock eu e meus companheiros difusores nos comprometemos com o vinil sagrado, bolacha preta que produz ruidos, quadro de maravilhas psicodélicas que não se pendura em paredes, mas se arquiva em longas prateleiras enfileiradas. Cada um ao seu modo trabalha silêncioso e subterrâneo para preservar essa tradição ora abençoada por Baco, ora tocada por Apolo. Cada difusor desempenha diferentes papeis nessa peça. Xamãs e pajés, filosofos e profetas, heróis e cães vadios. Todos coro e persona.

E nesse sabado, dia 12, com as velas bruxuleantes projetando sombras amorfas nas paredes alaranjadas dos estudios da radio Difusora 1340 Khz, 4 difusores e uma difusora, reuniram-se em torno de uma mesa redonda para transmitir esse programa que agora trago para o ciberespaço.
Vale citar que todas as musicas do programa foram tocadas diretamente dos discos de vinil da coleção do João. E vale citar que a ultima musica eu tive que cortar pela metade aqui no podcas, porque do contrario excederia o tamanho máximo de armazenamento no 4 Shared.

Para baixar o programa click na imagem abaixo:



E aqui em baixo, de lambuja, eu posto duas fotos do Rafael Kondlascth, nosso ádido cultural especialmente enviado à Europa para divulgar o programa Difusão do Rock. Pra alegria geral da nação, parece que ele está se saindo muito bem em sua empreitada, e com isso permanecerá mais 8 meses por lá, disfarçado de garçom de um cruzeiro maritimo.



O Kondlacth em Barca? Sim senhor!



E na Tunísia também.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Difusão do Rock 28-06-2008 American Beauty

Novidade no Difusão do Rock. Agora todo ultimo sábado do mês teremos um especial "Albuns Clássicos". Ou seja, sempre um programa dedicado à um disco importante na história do Rock.

E o eleito para esse primeiro programa foi a obra prima do Grateful Dead, American Beauty.

Como o programa foi gravado de forma "caseira", a minha locução ficou com voz de lata, mas isso não tem muita importância, porque o que importa mesmo são as músicas, e não o meu blá-blá-blá.

Com vocês, Jerry Garcia & Cia.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Difusão do Rock 21-06-2008 - Psicodélico Verde e Amarelo

Sabado meio frio, mas não muito. Um clima pouco inspirador na verdade. O que salvou o fim de semana, certamente, foi o especial "psicodélico brasileiro" do Difusão, que levou ao ar, pelas ondas da 1340 khz, uma seleção de artefatos raros de eras psicodélicas passadas, desencavados pelo Chico Moreira, o nosso Difusor Indiana Jones.

Como o volume de músicas era muito grande, a gente deixou o nosso blá-blá-blá em segundo plano e caprichamos na seleção musical. Sem cair nas obviedades de gênero e nem apelar para os lados A dos medalhões constituidos, o repertório desse programa surpreenderá os novatos e iniciados.

Para baixar o podcast, clique na figura abaixo.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Sábado, 21 de junho - Programa Especial Psicodélico Verde e Amarelo

No próximo sábado, conforme anunciado, teremos um programa mais do que especial. Estaremos exumando o rock psicodélico nacional das décadas de 60 e 70. Adianto aos ouvintes que quem estiver esperando Mutantes e outros sons "automaticamente" vinculados à psicodelia em terra brasilis irá se surpreender. Nada contra os Mutantes, ma como diz nosso amigo e difusor Schossig, nosso negócio é subverter o óbvio. Da mesma maneira, procuramos trazer sempre "novidades" musicais aos nossos caros ouvintes, resultado de nossas escavações arqueológicas virtuais.
Sábado, 21 de junho, depois da missa...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Difusão do Rock 14-06-2008 - Especial Despedida do Kondltsch

Programa especial pode ser qualquer um. Programa com tema sobre qualquer coisa, mesmo que sendo extremamente atual e relevante, não passa de um mero programa especial qualquer. Mas a despedida de um amigo, de um companheiro da Staff é, sem sombra de dúvida, um programa especialíssimo. Pra lá de especial.

E assim foi a transmissão do Difusão do Rock, sabado passado. Pra começo de conversa vamos contextualizar. o Kondlatsch, vulgo Rafinha, componente da staff do Difusão, ta embarcando numa viagem de 8 meses lá pra Europa. O cara arranjou um trabalho de garçom num cruzeiro e vai fazer a rota das ilhas gregas pelo menos umas 30 vezes. Resolvemos então fazer uma pequena festa de despedida ao vivo lá nos estudios da nave-mãe-tunel-do-tempo Difusora 1340. Compramos paçoca, pé-de-moleque, doce de abóbora em forma de coração, pinhão, pipoca e espetinho e montamos um Arraiá, com bandeirinhas e tudo. Parecia até um quadro do Volpi. Fizemos quantão também. Tudo pra montar uma despedida "de gala", pro nosso colega de programa.

Mas a coisa deu mais certo do que o esperado. O Gari, dono da rádio e patrão nosso de cada sábado, tinha um casamento pra ir e largou a rádio na nossa mão. E como depois do Difusão do Rock não tem programa nenhum, apenas uma pré-seleção de musicas que toca indefinidamente, achamos que tudo bem se o programa se extender um pouquinho mais.

Esse pouquinho mais foi exatamente 50 minutos além do que nos cabia. Tempo exato pra gente entrevistar o Rafinha e tocar as 11 musicas que ele levou pra gente. Fica registrado aqui que a seleção musical do nosso amigo corre raia à fora da proposta fundamental do Difusão do Rock, mas mesmo assim é uma boa seleção.

Infelizmente não tenho nenhuma foto do evento, pra ilustrar quão grandiosa foi a nossa festa junina, mas ouvindo o podcast do programa é possivel ouvir a "movimentação" intensa do estudio e do aquario. Pra baixar o programa, clique na imagem à baixo.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Difusão do Rock - 07-06-2008 - A Natureza

Programa especial sobre Natureza, Ecologia, Vida Natural e Rock Rural, e o que o tudo isso tem a ver com o Rock´n´Roll. Mesmo sendo o rock um estilo de musica conciderado urbano por excelência, muitas das noções de vida integrada com a natureza que temos hoje foram amplamente difundidas pelos rockeiros da década de 60 e 70.

E nada mais rural e suburbano do que falar de rock-natureza em uma rádio am do interior do Paraná, que é o estado mais agricola da nação.

E pela primeira vez no Difusão do Rock as musicas nacionais foram a maioria. Raul, Casa das Maquinas, Rita Lee, Blindagem e Sá, Rodrix e Guarabira bateram de frente com Rolling Stones, Sweetwater e Kinks.

A Musica de lambuja da semana foi Beatles com Here Comes the Sun, e só quem ouviu ao vivo que pode curtir.

Quem não pode ouvir ao vivo pode baixar o podcast clicando aqui em baixo:





Compondo a mesa: Rafael Koindlach e André Cassias. Lembrando que semana que vem vai ser o programa especial "Despedida do Chewbaca", que está de partida para Portugal de Navio.

domingo, 8 de junho de 2008

I Rock Fest São Paulo - O Sonho não Acabou.

Recebi recentemente um e-mail da Milena Muryci, acessora de imprensa lá de São Paulo, me pedindo pra divulgar aqui no blog do Difusão a festa que ela está organizando. Pelo que eu entendi, a festa tem como objetivo trazer nomes importantes do rock internacional anos 60 e Jovem Guarda. Para essa primeira edição, que vai acontecer no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo, nos dias 20 e 21 de Junho, esta confirmada a presença de Badfingers (banda inglesa dos anos 60, apadrinhada pelos Beatles), Os Vips, Os Pholhas, Renato e Seus Blue Caps, Ronnie Packer (que foi eleito pelo Fantastico o melhor cover de Elvis) e a banda Revolution (tocando cover de Beatles).

Na página do evento dá pra sacar mais umas informações legais. Como por exemplo, que esse é apenas a primeira edição. A organização pretende ainda dar continuidade ao projeto e trazer, no futuro, outras bandas internacionais dos 60 e 70 que nunca tiveram a oportunidade de tocar para o publico brasileiro. Como é o caso de Raspberries, Gerry & The Pacemakers, Herman´s Hermits, Searchers, Merseybeat e outras.

Bem, mas o conselho meu é o seguinte: entrem na página do evento, pra dar uma lida nas resenhas e institucionais, e ver as fotos dos senhores gentis que estarão tocando o fogo no Ibirapuera dentro de algumas semanas. Depois disso, entrem no blog do evento e confiram uma seleção de vídeos sobre anos 60 e Jovem Guarda.

Site do Rock Fest
Blog do Rock Fest



Só lembrando que amanhã tem Podcast do programa de ontem, que foi um especial sobre a Natureza. Muita informação, debates politizados e uma incrivel tecnica pra quem tem uma jabuticabeira que não dá frutos e que quer mudar essa situação.

domingo, 1 de junho de 2008

Difusão do Rock 31-05-2008 - Especial Rock do Espaço

Sabado passado, ultimo dia do mês e noite especial para o Difusão do Rock. Especial e espacial, se me permitem um trocadilho infame.

Espacial por causa do tema que inventamos de ultima hora. Falar sobre o rock do espaço, ou sobre a ficção científica rockeira sem muito preparo é coisa de outro mundo mesmo. Mas tudo bem. Tanto eu quanto o Kondlasch saimos satisfeitos com resultado. A ideia inicial era entrevistar o pessoal do Led Zeppelin Cover, banda de Curitiba que iria tocar no Império do Chopp. Na sexta feira ligue pro guitarrista da banda e marquei a entrevista. Mas no sabado, minutos antes do inicio do programa, o Zornig, amigo meu e frequente colaborador do programa, me ligou dizendo que o pessoal ainda não tinha nem sequer aparecido no bar pra passar o som. No final das contas inventamos esse tema, que saiu naturalmente, e tocamos o programa normalmente, mas ainda aguardando o pessoal do Led Cover pra pelo menos aparecer por lá pra convidar os ouvintes a comparecer na Choperia. Mas não compareceram. Tudo bem, sem problemas. Fica para uma proxima. Infelizmente eu não fui conferir se a banda era boa ou não (ou se apareceu ou não), pois na noite anterior fui ver a banda Ferro Velho tocar Grand Funk Railroad no Armazem, e acabei gastando mais do que esperava. Mas valeu muito a pena.

Mas voltando às vacas mortas, como diria o Konig, o programa do espaço foi também especial porque foi a minha estreia no comando da mesa de operação da rádio. Com o Careca me auxiliando, fui o navegador da nave Difusão do Rock pela primeira vez. E, como todo novato, fiz um monte de presepadas. A maioria delas pouco perceptivel no podcast. Exceto pelo inicio, onde os erro são grosseiros, o resto corre sem problemas maiores.

E, no final do programa, mas só pra quem ouviu ao vivo, rolou uma musica de lambuja. Iron Butterfly tocando In-A-Gadda-da-Vida, em versão single. Musica de lambuja agora vai ser assim. Se ouvir ao vivo, pela webradio ou pela 1340 khz Radio Difusroa, vai poder conferir. Se não, vai ficar na vontade. Mas não se desesperem: o resto do programa continua normal e sem alterações.

Pra baixar ou ouvir o programa de Sábado passado, clique na imagem à baixo.





E aí estamos nós. Eu, lá traz, operando a mesa e dando uma de Han Solo, e em primeiro plano Kondlasch Chewbaka.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Difusão do Rock 24-05-2008 - Especial Joy Division

O programa dessa semana fugiu um pouco do modelo padrão do Difusão. Em parte por que foi gravado, em parte por que eu fiz sozinho e em parte por que foi um especial de uma banda que não combina com a proposta do programa.
Esse especial Joy Division foi na verdade um homenagem pessoal.
Para baixar o programa clique na imagem à baixo

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O programa que nunca existiu

Semana passada a gente falhou. E o desastre só não foi maior porque o André segurou a barra e, da forma como podia, não deixou a coisa em branco. Mas na semana passada a gente falhou e a maior fatia da culpa foi minha.

Explicando melhor. Na sexta feira a staff do Difusão foi em peso para Curitiba para ver o show da volta da banda Liverpoolgas, no John Bull. A ideia era sacar o repertório dos caras e depois dar uma palavrinha com os integrantes da banda. Como já estamos careca de comentar, o Liverpoolgas é a banda mais cotada para ser a atração principal da segunda edição do Rock in RioMafra. O som agradou, a performance também, e o repertório é aquilo mesmo que prometiam... 4 horas de Beatles. Coisa pra caralho. Mas como o Difusão do Rock é um programa de Threenagers, e todos nós estavamos acompanhados de nossas digníssimas consortes, um à um fomos bundiando (como se diz na gíria capial aqui do interior) e seguindo nossos caminhos para casa. Com os pés doendo, ouvidos cansados, estomagos maltratados pelo alcool, mas espírito altivo, fomos todos embora antes do fim da festa.

Mas o que se seguiu, e que é mais importante, é que no sabado ninguem foi na rádio fazer o programa. Cada um tinha agendado uma atividade diferente. Todo mundo menos o Dr. André Lucio, que foi na rádio, falou alguma coisinha ao vivo e depois soltou uma sequencia de umas 15 musicas. Tinha até um baião.

Graças ao André teve programa, mas graças à mim não vai rolar podcast, porque eu nem sei se o stream foi gravado ou não. Então ficou combinado que eu vou, um dia desses, tentar recuperar esse programa e postar aqui.

Mas como a natureza cognitiva do homem ocidental é baseado na filosofia do "aprender com os proprios erros", já antecipo que nesse sabado vamos todos os difusores viajar novamente. Mas dessa vez eu prometo que deixo um programa gravado, lá na rádio.

Semana que vem tem mais podcasts

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Difusão do Rock 10-05-2008 - Especial Musicas

Fazer um programa de rádio na Difusora é um eterno aprendizado. O ambiente mutavel sempre nos surpreende e exige o máximo de nossas habilidade cognitivas. Reconhecer o conflito, analisar o conflito, descrever o conflito, planejar o fim do conflito, dar cabo do conflito, momento de paz até a semana que vem, volta ao passo primeiro. Assim é, assim sempre foi e vai continuar sendo.

E o conflito identificado da semana foi o baixo volume da locução. Pelo menos no podcast. Não sei se os arquivos de stream ficaram com baixo volume por causa da mesa de som, da regulagem do Careca ou por que mandaram economizar energia elétrica. O que eu sei é que na outra semana vamos ter que fazer alguma coisa com isso.

Quem baixar o podcast e estranhar a diferença de amplitude entre locução e musica, por favor, não tome isso como um Padrão de Qualidade Difusão do Rock. O nosso intuito é sempre melhorar, e como somos todos leigos em radiodifusão e midias eletronicas, estamos aprendendo aos poucos.

Para os aventureiros que quizerem arriscar mesmo assim, cliquem na imagem à baixo.

Mesmo porque a audição do programa está longe de ser um processo sofrivel.

Maravilha, maravilha.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Semente de Mutante



A nova volta dos Mutantes suscita a velha discussão sobre os reais objetivos de grandes ídolos do passado retomarem suas apresentações e, por que não dizer, carreiras, uma vez que muitos não têm nem de perto o sucesso individual que tinham no coletivo.
Logicamente que o retorno aos palcos de grupos consagrados só traz benefícios aos fãs mais jovens, que não puderam desfrutar do prazer da companhia desses astros enquanto a rebeldia do rock n’ roll batia à porta. Contudo, esse tipo de decisão expõe os músicos à questão do porquê de um retorno ao mundo artístico, que muitas vezes acontece décadas após o fim, algumas vezes prematuro, das bandas ainda ocupando seu lugar no topo.
Notoriamente as perguntas mais freqüentes, assim como as críticas, têm fundamento numa possível busca desenfreada por uma ativação de capital, já que retornos de bandas extintas soam como máquinas caça-níqueis para a maioria das pessoas ligadas ao ‘show business’. Tanto isso é verdade que a própria Rita Lee aludiu o primeiro retorno dos Mutantes como “velhos em busca de dinheiro”, até porque a fama não é um problema para qualquer um deles.
Propostas de um presente aos fãs, a vontade de reativar as formações e reencontrar a alegria em tocar - ou coisa parecida, já foram respostas saídas da boca de muitos preciosos dinossauros na volta à vida artística. É realmente louvável saber que eles se importam com a legião de seguidores que conquistaram enquanto ainda tinham cabelo e suportavam rotinas super carregadas de shows e viagens alucinógenas, repletas de muitas orgias químicas e sexuais.
Porém, mesmo sendo retornos entusiasmantes para o público, o simples fato de voltar a tocar as mesmas composições parece um ato desesperado para deixar a sombra que passou a pairar sobre pessoas que até pouco tempo eram tidas como lendas vivas. Page e Plant declararam certa vez a um jornalista, que questionava a não volta do Led, que não fazia sentido voltarem a tocar juntos, porque, segundo eles, não eram mais as mesmas pessoas e as performances não seriam nem de perto algo próximo àquilo que os consagrou.
Mas então, o que seria necessário para fazer uma volta valer a pena? Talvez um disco novo, com composições inéditas e arranjos condizentes com a atual cabeça e pensamento dos integrantes da banda?! Talvez, e foi justamente o que os Mutantes tentaram provar nesta segunda edição do retorno da legendária banda aos palcos. “Mutantes Depois”, música de trabalho lançada recentemente na internet para download gratuito, mostra uma banda renovada (até porque da formação clássica apenas o guitarrista Sérgio Dias e o baterista Dinho continuam) e com uma pegada diferente na hora de criar, o que, em se tratando de Mutantes, não chega a ser nenhuma novidade. A música tem uma letra descontraída e um pouco enigmática, mantendo a cara da banda, embora o arranjo seja muito mais pop (não sei por que a Terra treme cada vez que se pronuncia essa palavra). Justamente por essa mudança na postura do retorno anunciado que está se criando uma mítica positiva nesta nova tentativa de reunir aquela que talvez tenha sido a maior banda de rock brasileira da história.
Não é por falta de fãs que o projeto não será um sucesso absoluto.

Baixe a nova música "Mutantes Depois" no http://musig.ig.com.br/templates/purchase.aspx?channel=9&tab=3

segunda-feira, 5 de maio de 2008

03-05-2008 Especial Albert Hoffman

Muito boa noite, ouvintes do programa Difusão do Rock. Aqui está mais um podcast especialíssimo, o primeiro do mês de maio. Nesse programa, que foi ao ar no sabado passado, prestamos uma homenagem à memória de Albert Hoffman, que veio a óbito na terça feira passada aos 102 anos, e à sua principal descoberta:o LSD

Clique aqui para baixar o podcast

E aqui estão mais duas fotos dos estudios-loja maçônica-nave espacial e seus tripulantes.

da esquerda para a direita, em torno da mesa: Eu, Mitras, Rafa Kondlasch, Chico Moreira e João König. Lá no fundo, operando a mesa, está o nosso patrão e dono da rádio, Ilmo Sr. Gari.



E aqui estão a Ligi, namorada do Mitras, e a Jéssica, nossa relações públicas.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mapa do Rock RioMafrense

Essa é uma pequena tentativa de mapear o o rock em Rio Negro e Mafra. Ainda sou meio amador nessa coisa de google maps, mas pelo que percebi é possivel que outras pessoas cadastradas possam colaborar e ampliar esse mapa. Se alguém souber como fazê-lo e quizer tentar, fique à vontade. Ou então deixe aqui as indicações geograficas e os pontos específicos, que eu mesmo atualizo em outra ocasião.


Exibir mapa ampliado

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pós-Confusos?

Na história da filosofia, Sócrates foi o responsável por uma guinada de 180 graus na maneira de pensar o mundo. Enquanto os filósofos anteriores (chamados, inclusive, de “pré-socráticos”) tentaram entender a lógica do mundo filosofando sobre a natureza em completo, Sócrates defendeu a idéia de que o ser humano constituía uma unidade que deveria ser pensada em separado do resto dos elementos sensíveis. Não foi muito bem compreendido pelo mainstream, mas era adorado pelos jovens que se aglomeravam para ouvir seus famosos “discursos” e “diálogos”, pelo que acabou sendo condenado à morte, por subverter a juventude. Apesar de não ter deixado nada escrito, inaugurou, assim, a chamada “filosofia do ser”, que deu as bases fundamentais do desenvolvimento da filosofia de seu mais ilustre discípulo, Platão; cujo nome, na realidade, era Aristófanes, rezando a lenda que recebeu a alcunha de Platão – que vem de platos:amplitude, largueza – em virtude da grande extensão de sua testa, ou, em outras palavras, porque desde jovem sofria com os problemas da calvície. Mas não é a careca do Platão que nos interessa, mas sim o fato de que ele é considerado o “inventor da metafísica”, o que fica um pouco difícil de explicar aqui em poucas palavras. Mas o que se pode dizer é que todo mundo, mesmo que não saiba disso, raciocina em termos platônicos. Além disso, nosso amigo careca foi mestre de um outro rapazinho muito esperto, um tal de Aristóteles, que além de ter escrito sobre tudo um pouco, foi o responsável pela primeira sistematização do saber Ocidental, criando as bases de todas as ciências, da matemática a medicina. Assim, quem foi mais importante, Sócrates, Platão ou Aristóteles? Difícil responder, mas o inquestionável é que Aristóteles não teria ido tão longe nas suas elucubrações mentais sem a base filosófica Platônica; tampouco teria podido o calvo Platão ter ido tão longe nas suas elucubrações mentais sem a base filosófica Socrática. Enfim, todos juntos, formam a “Santíssima Trindade” da filosofia. E depois deles, ninguém mais se lembrava em como era pensar o mundo sem conceber o ser humano como “centro” do pensar filosófico.
Mas, e daí? O que é que temos nós a ver com isso?
E daí que numa mórbida província, em uma época em que todos estavam acostumados a pensar a gandaia como uma coisa só, restrita às estanques fronteiras musicais do pagode e do axé, aparece uma turba meio “confusa”, de início mal compreendida pelo mainstream. Assim como a filosofia, que encontrou terreno fértil primeiro nas colônias gregas afastadas, e gradativamente foi se chegando à Acrópole, nossa turba, já com alguns seguidores, iniciou sua pregação numa bodega lá no meio do mato, e, gradativamente foi se chegando à praça da matriz. Assim como Sócrates gerou seguidores, esta turba acabou gerando seguidores, alguns inclusive abandonando suas concepções filosófico-musicais heavy metal pré-socráticas.
Enfim, chegamos ao X da questão: não interessa saber quem foi mais importante, Sócrates Platão ou Aristóteles, mas sim o fato de que o legado que deixaram influenciou todos os pensadores que vieram depois deles, ainda que a difusão da filosofia tenha custado a morte de Sócrates. De mesma forma, não interessa saber quais dos seguidores ou dissidentes daquela turba “confusa” que chacoalhava o cabelo (ou a careca) é mais importante, ainda que a difusão da “boa nova” (que de nova não tem nada) tenha custado a “morte” da primeira formação que se reunia aos domingos na beira do rio e tocava aos sabiás lá pra frente do morro dos padres . O que interessa é o fato de que ninguém mais na mórbida província concebe a gandaia restrita às fronteiras estanques do pagode e do axé. Pelo contrário, no último fim de semana, para desespero dos “pré-socráticos” ou “pré-confusos”, quem saiu às ruas em busca do conforto etílico noturno deparou-se com uma enxurrada de rock´n´roll de primeiríssima qualidade. A completa rendição do mainstream, e prova viva de que nossa mórbida província é, de fato, a Meca do rock´n´roll.
Maravilha, maravilha!!!

26-04-2008 Programa especial Capas Medonhas

Sabado de muitas visitas nos estudios da rádio Difusora 1340 Khz. Rogelis, Roberto, Puff, Macanudo e o Goli deram o ar da graça e assistiram ao vivo e in locco a transmissão do nosso programa especialíssimo sobre capas medonhas do rock.

Por que esse tema? Basicamente por que sim. Por que nos deu na telha e por que somos ótimos em subverter o óbvio. Ao invez de falar das melhores capas, resolvemos falar das piores. Mas, como ficou comprovado no decorrer do programa, realmente gosto é como bunda: cada uma tem o seu e pronto.

O destaque maior do programa foi o nosso amigo e difusor do rock João König, ilustre colecionador de discos de vinis, que na ocasião abrilhantou-nos com seu conhecimento do assunto e nos apresentou um ponto de vista imparcial.

Para baixar o podcast do programa clique aqui.

E a seguir confiram algumas capas axincalhadas por nós.