segunda-feira, 26 de maio de 2008

Difusão do Rock 24-05-2008 - Especial Joy Division

O programa dessa semana fugiu um pouco do modelo padrão do Difusão. Em parte por que foi gravado, em parte por que eu fiz sozinho e em parte por que foi um especial de uma banda que não combina com a proposta do programa.
Esse especial Joy Division foi na verdade um homenagem pessoal.
Para baixar o programa clique na imagem à baixo

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O programa que nunca existiu

Semana passada a gente falhou. E o desastre só não foi maior porque o André segurou a barra e, da forma como podia, não deixou a coisa em branco. Mas na semana passada a gente falhou e a maior fatia da culpa foi minha.

Explicando melhor. Na sexta feira a staff do Difusão foi em peso para Curitiba para ver o show da volta da banda Liverpoolgas, no John Bull. A ideia era sacar o repertório dos caras e depois dar uma palavrinha com os integrantes da banda. Como já estamos careca de comentar, o Liverpoolgas é a banda mais cotada para ser a atração principal da segunda edição do Rock in RioMafra. O som agradou, a performance também, e o repertório é aquilo mesmo que prometiam... 4 horas de Beatles. Coisa pra caralho. Mas como o Difusão do Rock é um programa de Threenagers, e todos nós estavamos acompanhados de nossas digníssimas consortes, um à um fomos bundiando (como se diz na gíria capial aqui do interior) e seguindo nossos caminhos para casa. Com os pés doendo, ouvidos cansados, estomagos maltratados pelo alcool, mas espírito altivo, fomos todos embora antes do fim da festa.

Mas o que se seguiu, e que é mais importante, é que no sabado ninguem foi na rádio fazer o programa. Cada um tinha agendado uma atividade diferente. Todo mundo menos o Dr. André Lucio, que foi na rádio, falou alguma coisinha ao vivo e depois soltou uma sequencia de umas 15 musicas. Tinha até um baião.

Graças ao André teve programa, mas graças à mim não vai rolar podcast, porque eu nem sei se o stream foi gravado ou não. Então ficou combinado que eu vou, um dia desses, tentar recuperar esse programa e postar aqui.

Mas como a natureza cognitiva do homem ocidental é baseado na filosofia do "aprender com os proprios erros", já antecipo que nesse sabado vamos todos os difusores viajar novamente. Mas dessa vez eu prometo que deixo um programa gravado, lá na rádio.

Semana que vem tem mais podcasts

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Difusão do Rock 10-05-2008 - Especial Musicas

Fazer um programa de rádio na Difusora é um eterno aprendizado. O ambiente mutavel sempre nos surpreende e exige o máximo de nossas habilidade cognitivas. Reconhecer o conflito, analisar o conflito, descrever o conflito, planejar o fim do conflito, dar cabo do conflito, momento de paz até a semana que vem, volta ao passo primeiro. Assim é, assim sempre foi e vai continuar sendo.

E o conflito identificado da semana foi o baixo volume da locução. Pelo menos no podcast. Não sei se os arquivos de stream ficaram com baixo volume por causa da mesa de som, da regulagem do Careca ou por que mandaram economizar energia elétrica. O que eu sei é que na outra semana vamos ter que fazer alguma coisa com isso.

Quem baixar o podcast e estranhar a diferença de amplitude entre locução e musica, por favor, não tome isso como um Padrão de Qualidade Difusão do Rock. O nosso intuito é sempre melhorar, e como somos todos leigos em radiodifusão e midias eletronicas, estamos aprendendo aos poucos.

Para os aventureiros que quizerem arriscar mesmo assim, cliquem na imagem à baixo.

Mesmo porque a audição do programa está longe de ser um processo sofrivel.

Maravilha, maravilha.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Semente de Mutante



A nova volta dos Mutantes suscita a velha discussão sobre os reais objetivos de grandes ídolos do passado retomarem suas apresentações e, por que não dizer, carreiras, uma vez que muitos não têm nem de perto o sucesso individual que tinham no coletivo.
Logicamente que o retorno aos palcos de grupos consagrados só traz benefícios aos fãs mais jovens, que não puderam desfrutar do prazer da companhia desses astros enquanto a rebeldia do rock n’ roll batia à porta. Contudo, esse tipo de decisão expõe os músicos à questão do porquê de um retorno ao mundo artístico, que muitas vezes acontece décadas após o fim, algumas vezes prematuro, das bandas ainda ocupando seu lugar no topo.
Notoriamente as perguntas mais freqüentes, assim como as críticas, têm fundamento numa possível busca desenfreada por uma ativação de capital, já que retornos de bandas extintas soam como máquinas caça-níqueis para a maioria das pessoas ligadas ao ‘show business’. Tanto isso é verdade que a própria Rita Lee aludiu o primeiro retorno dos Mutantes como “velhos em busca de dinheiro”, até porque a fama não é um problema para qualquer um deles.
Propostas de um presente aos fãs, a vontade de reativar as formações e reencontrar a alegria em tocar - ou coisa parecida, já foram respostas saídas da boca de muitos preciosos dinossauros na volta à vida artística. É realmente louvável saber que eles se importam com a legião de seguidores que conquistaram enquanto ainda tinham cabelo e suportavam rotinas super carregadas de shows e viagens alucinógenas, repletas de muitas orgias químicas e sexuais.
Porém, mesmo sendo retornos entusiasmantes para o público, o simples fato de voltar a tocar as mesmas composições parece um ato desesperado para deixar a sombra que passou a pairar sobre pessoas que até pouco tempo eram tidas como lendas vivas. Page e Plant declararam certa vez a um jornalista, que questionava a não volta do Led, que não fazia sentido voltarem a tocar juntos, porque, segundo eles, não eram mais as mesmas pessoas e as performances não seriam nem de perto algo próximo àquilo que os consagrou.
Mas então, o que seria necessário para fazer uma volta valer a pena? Talvez um disco novo, com composições inéditas e arranjos condizentes com a atual cabeça e pensamento dos integrantes da banda?! Talvez, e foi justamente o que os Mutantes tentaram provar nesta segunda edição do retorno da legendária banda aos palcos. “Mutantes Depois”, música de trabalho lançada recentemente na internet para download gratuito, mostra uma banda renovada (até porque da formação clássica apenas o guitarrista Sérgio Dias e o baterista Dinho continuam) e com uma pegada diferente na hora de criar, o que, em se tratando de Mutantes, não chega a ser nenhuma novidade. A música tem uma letra descontraída e um pouco enigmática, mantendo a cara da banda, embora o arranjo seja muito mais pop (não sei por que a Terra treme cada vez que se pronuncia essa palavra). Justamente por essa mudança na postura do retorno anunciado que está se criando uma mítica positiva nesta nova tentativa de reunir aquela que talvez tenha sido a maior banda de rock brasileira da história.
Não é por falta de fãs que o projeto não será um sucesso absoluto.

Baixe a nova música "Mutantes Depois" no http://musig.ig.com.br/templates/purchase.aspx?channel=9&tab=3

segunda-feira, 5 de maio de 2008

03-05-2008 Especial Albert Hoffman

Muito boa noite, ouvintes do programa Difusão do Rock. Aqui está mais um podcast especialíssimo, o primeiro do mês de maio. Nesse programa, que foi ao ar no sabado passado, prestamos uma homenagem à memória de Albert Hoffman, que veio a óbito na terça feira passada aos 102 anos, e à sua principal descoberta:o LSD

Clique aqui para baixar o podcast

E aqui estão mais duas fotos dos estudios-loja maçônica-nave espacial e seus tripulantes.

da esquerda para a direita, em torno da mesa: Eu, Mitras, Rafa Kondlasch, Chico Moreira e João König. Lá no fundo, operando a mesa, está o nosso patrão e dono da rádio, Ilmo Sr. Gari.



E aqui estão a Ligi, namorada do Mitras, e a Jéssica, nossa relações públicas.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mapa do Rock RioMafrense

Essa é uma pequena tentativa de mapear o o rock em Rio Negro e Mafra. Ainda sou meio amador nessa coisa de google maps, mas pelo que percebi é possivel que outras pessoas cadastradas possam colaborar e ampliar esse mapa. Se alguém souber como fazê-lo e quizer tentar, fique à vontade. Ou então deixe aqui as indicações geograficas e os pontos específicos, que eu mesmo atualizo em outra ocasião.


Exibir mapa ampliado

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pós-Confusos?

Na história da filosofia, Sócrates foi o responsável por uma guinada de 180 graus na maneira de pensar o mundo. Enquanto os filósofos anteriores (chamados, inclusive, de “pré-socráticos”) tentaram entender a lógica do mundo filosofando sobre a natureza em completo, Sócrates defendeu a idéia de que o ser humano constituía uma unidade que deveria ser pensada em separado do resto dos elementos sensíveis. Não foi muito bem compreendido pelo mainstream, mas era adorado pelos jovens que se aglomeravam para ouvir seus famosos “discursos” e “diálogos”, pelo que acabou sendo condenado à morte, por subverter a juventude. Apesar de não ter deixado nada escrito, inaugurou, assim, a chamada “filosofia do ser”, que deu as bases fundamentais do desenvolvimento da filosofia de seu mais ilustre discípulo, Platão; cujo nome, na realidade, era Aristófanes, rezando a lenda que recebeu a alcunha de Platão – que vem de platos:amplitude, largueza – em virtude da grande extensão de sua testa, ou, em outras palavras, porque desde jovem sofria com os problemas da calvície. Mas não é a careca do Platão que nos interessa, mas sim o fato de que ele é considerado o “inventor da metafísica”, o que fica um pouco difícil de explicar aqui em poucas palavras. Mas o que se pode dizer é que todo mundo, mesmo que não saiba disso, raciocina em termos platônicos. Além disso, nosso amigo careca foi mestre de um outro rapazinho muito esperto, um tal de Aristóteles, que além de ter escrito sobre tudo um pouco, foi o responsável pela primeira sistematização do saber Ocidental, criando as bases de todas as ciências, da matemática a medicina. Assim, quem foi mais importante, Sócrates, Platão ou Aristóteles? Difícil responder, mas o inquestionável é que Aristóteles não teria ido tão longe nas suas elucubrações mentais sem a base filosófica Platônica; tampouco teria podido o calvo Platão ter ido tão longe nas suas elucubrações mentais sem a base filosófica Socrática. Enfim, todos juntos, formam a “Santíssima Trindade” da filosofia. E depois deles, ninguém mais se lembrava em como era pensar o mundo sem conceber o ser humano como “centro” do pensar filosófico.
Mas, e daí? O que é que temos nós a ver com isso?
E daí que numa mórbida província, em uma época em que todos estavam acostumados a pensar a gandaia como uma coisa só, restrita às estanques fronteiras musicais do pagode e do axé, aparece uma turba meio “confusa”, de início mal compreendida pelo mainstream. Assim como a filosofia, que encontrou terreno fértil primeiro nas colônias gregas afastadas, e gradativamente foi se chegando à Acrópole, nossa turba, já com alguns seguidores, iniciou sua pregação numa bodega lá no meio do mato, e, gradativamente foi se chegando à praça da matriz. Assim como Sócrates gerou seguidores, esta turba acabou gerando seguidores, alguns inclusive abandonando suas concepções filosófico-musicais heavy metal pré-socráticas.
Enfim, chegamos ao X da questão: não interessa saber quem foi mais importante, Sócrates Platão ou Aristóteles, mas sim o fato de que o legado que deixaram influenciou todos os pensadores que vieram depois deles, ainda que a difusão da filosofia tenha custado a morte de Sócrates. De mesma forma, não interessa saber quais dos seguidores ou dissidentes daquela turba “confusa” que chacoalhava o cabelo (ou a careca) é mais importante, ainda que a difusão da “boa nova” (que de nova não tem nada) tenha custado a “morte” da primeira formação que se reunia aos domingos na beira do rio e tocava aos sabiás lá pra frente do morro dos padres . O que interessa é o fato de que ninguém mais na mórbida província concebe a gandaia restrita às fronteiras estanques do pagode e do axé. Pelo contrário, no último fim de semana, para desespero dos “pré-socráticos” ou “pré-confusos”, quem saiu às ruas em busca do conforto etílico noturno deparou-se com uma enxurrada de rock´n´roll de primeiríssima qualidade. A completa rendição do mainstream, e prova viva de que nossa mórbida província é, de fato, a Meca do rock´n´roll.
Maravilha, maravilha!!!

26-04-2008 Programa especial Capas Medonhas

Sabado de muitas visitas nos estudios da rádio Difusora 1340 Khz. Rogelis, Roberto, Puff, Macanudo e o Goli deram o ar da graça e assistiram ao vivo e in locco a transmissão do nosso programa especialíssimo sobre capas medonhas do rock.

Por que esse tema? Basicamente por que sim. Por que nos deu na telha e por que somos ótimos em subverter o óbvio. Ao invez de falar das melhores capas, resolvemos falar das piores. Mas, como ficou comprovado no decorrer do programa, realmente gosto é como bunda: cada uma tem o seu e pronto.

O destaque maior do programa foi o nosso amigo e difusor do rock João König, ilustre colecionador de discos de vinis, que na ocasião abrilhantou-nos com seu conhecimento do assunto e nos apresentou um ponto de vista imparcial.

Para baixar o podcast do programa clique aqui.

E a seguir confiram algumas capas axincalhadas por nós.










quinta-feira, 24 de abril de 2008

Imagens


No meu tempo de lobo solitário dos blogs, época essa em que eu mantinha o Suite Morphine, falei muito da noite Rio Mafrense e de seus personagens. Naquela época eu inventava nomes diferentes, fazendo parecer que era outra cidade e outras pessoas. Mas tudo mundo sacava que, na realidade, eu tava falando mesmo era da nossa mórbida provincia.

Durante quase dois anos de bloguismo solitário e quase ininterrupto, abordei vários aspectos da cidade, falando e quase tudo o que tinha de mais importante por aqui. Ou pelo menos eu pensava assim. Olhando no "encadernado" do Suite Morphine é possivel encontrar as histórias sobre a curva do seminário e as flores roxas que dão barato. É possivel encontrar os churrascos da moçada e o jaggermeister, que também da barato. O Bar do Orli, que por sí só já é um barato. Enfim, várias faces de uma mesma vida noturna, besta e sossegada, como só uma cidade de interior pode dar.

Mas ontem, quando fui no Paiol (esse bar que fica lá longe, 20 metros depois do ultimo orelhão da cidade), percebi que ainda estou longe de contar sobre tudo o que realmente interessa nessa cidade. Ao ver a nova leva de quadros expostos nas paredes do bar resolvi que estava na hora de falar desse cara que é o Rogelis Arbigaus.

Não vou descrever a biografia do Rogelis, mesmo porque sei pouco da tragetória dele no mundo das artes plasticas, pintura e publicidade. Eu não teria o conhecimento necessario para destacar os eventos mais importantes e relevantes. O que eu posso dizer é que ele é um filho de Rio Mafra, nascido ali na Vila Ivete e que depois disso ganhou o mundo, morando em Portugal e Estados Unidos. Nos ultimos anos voltou para a terrinha, onde fixou residencia com a familhagem toda.

Por conta de um convite do pessoal do Programa Difusão do Rock, Rogelis expôs quadros também no I Rock in Rio Mafra, festival que teve sua primeira edição no ano passado. Naquela ocasião o artista impressionou o publico com um Raul Seixas e um John Lennon em telas de 1,00 x 1,20m. De lá pra cá ele ampliou o seu "repertório" Rock´n´Roll e confeccionou um conjunto de 4 retratos do Beatles, fez umas experiencias com 4 retratos do Pink Floyd e ontem levou ao Paiol esse Bob Dylan e esse Jim Morrison que vocês estão vendo aí.







Bem, confesso que, mesmo se eu escrever mais de mil palavras sobre os quadros do Rogelis, não vou chegar consseguir reproduzir nem uma palida imagem da realidade. Então pra você que achou legal essas figuras que postei aqui eu dou algumas dicas:

1 - Compareça ao Paiol Rock Bar nessa sexta, que além de ver os quadros do Sr. Arbigaus, você também vai poder ver a banda Jolly Roger executando um show acustico dos clássicos do rock. Alias, só pra ver o Fanderuff tocar bateria com aqueles espanadorzinho já vai ser um show à parte.

2- Visite o Blog Art Studio e a perfil do Rogelis no Orkut. Lá tem duzias de imagens dos seus quadros, de diferentes estilos e temas. Além de algumas fotos das tatoos que ele faz (ah é, esqueci de comentar que ele também é tatuador).

De quebra eu coloco aqui um link extra para o blog Cheio de Bobagem, que é o caderno de estudos da Julia, filhota do Rogelis, que segue os passos do pai nas artes gráficas.

domingo, 20 de abril de 2008

Difusão do Rock 19-04-2008

Maravilha Maravilha!
Aqui o podcast do programa de ontem, devidamente editado e em um unico arquivo. Sim, é a Difusão do Rock proporcionando facilidades para a sua vida. Baixe o programa e ouça no seu mp3 player ou onde você quiser.

Clique aqui para Baixar



E nessa foto aí está a staff clássica do programa. Da esquerda para a direita: Eu (de boné preto), Rafa Kondlasch, Dr. André Cassias e Dr. João Koenig. Foto tirada pelo nosso amigo Cassio, que na ocasião esava nos visitando em nossa nave espacial-loja maçonica-estudio de rádio.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Tema do sabado 19-04-08 - Rock do Bem

Há um ano atras, exatamente no dia 14 de abril, foi ao ar o programa especial Rock do Diabo. Na ocasião recebemos elogios dos ouvintes, amigos, autoridades clericais e representantes das esferas superiores. O tema foi tratado com seriedade e o nosso playlist contava com clássicos do rock do capeta. Mutantes e Rolling Stones, só pra ficar no óbvio, resultaram debates profundíssimos sobre o tema.

Agora, dia 19 de abril de 2008, a staff do Difusão do Rock vai levar até você, amigo ouvinte, o outro lado da história. O Rock do Bem. Para saírmos de um inferno astral de pouco mais de 366 dias (esse ano foi bisexto), resolvemos que devemos pagar um tributo aos guerreiros da luz, aos rockeiros que tocaram louvores à vida, à criação.

Mas não se enganem. Não vamos tocar rock Gospel. Não vamos catequisar ninguém. E, principalmente, não vamos rezar o Pai Nosso.

Até sabado que vem, se Deus quiser.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A Agenda Secreta dos Shows de Rio Mafra

Pouca gente sabe, mas Rio Negro não é apenas uma cidade. São duas. Uma é a cidade que todo mundo conhece e que vê no Google Earth. A outra a gente só conssegue enxergar se treinar bem os olhos. Se ficar quietinho no canto, sancando os lances de mansinho, como diria Dr. Syd. Essa outra cidade é mais viva do que a outra. É uma cidade gerada, gestacionada (com o perdão do neologismo pediátrico-obstétrico), que nasce de baixo das pedras e pedregulhos quando esses são atingidos por raios fulminantes. Pra quem duvida, convido que venha para cá, em noites de tempestade e rock´n´roll no Paiol, para verificar in-locco o brotamento dessa modalidade de cultura.

Alguns fisicos defendem a existência de um "mundo das sombras". Uma espécie de realidade que intereage com a "nossa" realidade por serem uma a projeção da outra. Como se a sombra da agitação das particulas nucleares criasse um mundo espelho idêntico projetado em si mesmo. Assim o que acontece numa realidade poderia estar acontecendo em outra, mas com pequenas diferenças de acordo com a energia que bombardeia essas particulas.

Eu ia escrever um pequeno tratado pseudo-místico-científico tentando explicar como esse fenômeno afeta a vida das pessoas aqui na cidade, mas vou deixar isso para outro momento. Vamos dizer simplesmente que aqui as coisas acontecem de forma inexplicavelmente diferentes. Isso, por hora, talvez seja suficiente para dizer que a agitação molecular, devido aos harmônicos produzidos pelas caixas de som amplificadas, levam a mente de algumas pessoas de Rio Negro para a Rio Negro das Sombras e de lá pra cá também.

E é à partir dessa astrofísica nebulosa que eu embaso a Agenda Secreta dos Shows de Rio Mafra. Além dos festivais de Hard Core (ou emo, como me garantiram alguns) e do Festival de Metal (organizado pelo nosso amigo Bello), teremos ainda esse ano o II Rock in RioMafra. E dessa vez, se tudo der certo, deverá ser realmente a festa das festas de rock da nossa Mórbida Provincia e arrabaldes. Nós, do programa Difusão do Rock, já estamos dando os primeiros passos na organização da festa, e pedimos a colaboração de todos os interessados no sentido de nos auxiliar na escolha das bandas, do local e das atrações extras. Uma vez que a festa é feita principalmente para os ouvintes do programa, gostariamos de ouvir as opiniões, para avaliar melhor as nossas opções.

Tivemos bons shows durante o ano passado. Vimos Décio Caetano, Ferro Velho, Beterraba Solar e outras, só pra ficar nas bandas de fora. Aqui, na nossa propria cozinha, tivemos o surgimentos de novas bandas Como a Dr. Faustus e a Jolly Roger, além da renovação da Daisy Confusa e da continuidade do Código Morse e dos Remanscentes. E para ampliar as fronteiras desse nosso pequeno mundo noturno de rock é que nossas mentes e corações, agitados à niveis atômicos, apontam na direção do Rock in RioMafra II. Na cidade das sombras, é claro.

P.s. Só para não passar em Branco: Hoje à noite tem Acoustic Ciola´s Family no Paiol Rock Bar. Tânia e Rafael, voz e violão, Rock e Picanha na Pedra.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Difusão do Rock 12-04-2008

O podcast dessa semana falhou. Pois é, pifou mesmo. Fui agora de tarde lá na rádio Difusora e falei com o Fábio, que é o tecnico especialista na coisa, sobre o sucesso do programa do dia 5. Ele ficou bem contente, mas infelizmente na hora em que fomos pegar os arquivos da censura (que nome feio esse) descobrimos que o computador que grava a programação estava bugado desde o dia 9. Por isso não foi possivel gravar o programa do sábado passado. O que é verdadeiramente uma pena, porque foi um bom programa. Meio eclético demais, mas ainda assim bem interessante. A gente foi do Blues Psicodélico ao Pop Noise (?) em questão de minutos.

Mas pra quem perdeu o programa de sábado e veio até aqui em busca do podcast, eu coloco essas fotos do estudio, que é pra não ficar com saudades da gente.



Da esquerda para a direita:
Chico Glauber e sua senhora Gabriele Glauber. Esse de vermelho e com a latinha de cerveja na mão é o Rafa Kondlach, que na ocasião estava completando 24 anos de muita estripulia. Ao seu lado esta a nossa relações publicas e difusora do rock Jessica. E por ultimo o nosso convidado Roberto Zornig, baixista da banda Jolly Roger, que surgiu nos estudios e aproveitou para nos elucidar à cerca de certas duvidas sobre os primeiros discos dos Ramones.



E esse cara aí é o Careca, também conhecido como Rodrigo. Ele é o nosso operador de audio. No começo ele dizia que não gostava de rock. Mas hoje até confessa que ouve Beatles. Mas percebam que ele continua, sorrateiramente, infiltrando música do inimigo na Difusão do Rock.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Difusão do Rock 05-04-2008

Finalmente o programa da semana passada esta disponivel em MP3 pra o deleite dos ouvintes faltosos. Não vou dizer que é um podcast. Não, definitivamente não é. É uma curiosidade para as pessoas que vem de fora e ficam intrigadas para saberem o que é Difusão do Rock. Então, enquanto você, visitante, faz o download dos arquivos de audio eu vou tentar resumir o mais francamente possivel:

O Difusão do Rock é um programa feito numa rádio AM de uma cidade pequena chamada Rio Negro. Vá ao Google Earth e procure por Rio Negro - PR. Você vai descobrir que na verdade Rio Negro são duas cidades, mas isso não vem ao caso agora. O que importa é que a rádio é AM e opera na 1340 Khz. A programação normal você pode ouvir ao vivo pelo site da rádio via webradio. clique no link ao lado (ouça ao vivo) e vá à pagina da Difusora e veja a grade de programação. Você vai perceber que o unico programa de rock é o Difusão. E olha que Rio Negro é conhecida como a Meca do Rock, pelo menos num raio de 200 km, mas isso também não vem ao caso agora. O que realmente importa é que nós estamos para os programas de rock da mesma forma que Sa, Rodrix e Guarabira estão para as bandas de Rock. Isto é, temos sotaque, falamos engraçado, a locução tem eco, mandamos abraço pros compadres e temos pouquissimas informações precisas do ESQUEMÃO do rock. Fazemos o programa por que o Gari nos cedeu o espaço e por que curtimos muito. Mesmo que o nosso operador de audio goste de Wando, mesmo que quem telefona pra nos mandar abraço é o caminhoneiro que sempre ta na "escuita", mesmo que o vigia noturno do hospital seja o cara que diz "Toca Raul", mesmo que o mecânico da vila se orgulhe de ser um dinossauro do rock, mesmo assim (e na verdade talvez por causa dessas coisas) fazemos o Difusão do Rock com muito carinho e pouca tecnica.

Os arquivos do programa do sábado passado estão divididos em 8 partes. Todas em MP3. Isso é por que o programa da rádio que grava a programação cria, automaticamente, um à cada 10 minutos. Isso também vai facilitar a sua vida, por que você pode baixar o primeiro e ouvir. Se gostar baixe o resto. Se não, esqueça, visite outro site ou webradio sugerida pela revista Rolling Stones ou algo assim. Agora se gostar, seja bem vindo à nossa Morbida Provincia e seu "pitoresco" programa de rock.

Maravilha Maravilha

Clique aqui para baixar os arquivos do programa

terça-feira, 8 de abril de 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Jolly Roger

Meu amigo Beto Fanderuf me indagou do por quê a rádio estava fora do ar nesse sábado. Respondi que a radio não estava fora do ar. Apenas estava com uma pequena limitação na transmissão aqui na cidade. Por conta de um ajuste tecnico que durou cerca de 3 ou 4 dias, o programa foi transmitido ao vivo com uma qualidade seriamente prejudicada. Entretanto, os ouvintes da webradio não tiveram a audição prejudicada, uma vez que o probelma estava na antena, e a webradio sai ao vivo diretamente da mesa de som.

Mas o meu amigo Beto Fanderuf tinha outra questão escondida na manga.

Logo depois da minha explicação, ele me questionou se eu toquei as musicas gravadas pela banda dele, Jolly Roger. Respondi que não rolou por que sei lá, eu não tava a fim. Mas não disse que nunca tocaria. O ponto é que a banda do meu amigo Beto Fanderuff, Jolly Roger, vai tocar na sexta feira, no Armazem pub, e ele acredita que uma transmissão ao vivo poderia ajudar a chamar mais gente para o show. Bem, eu não quis argumentar, dizendo que uma musica executada na radio e não repetida durante a semana, perderia a força apelativa em questão de um ou dois dias.

Deixei quieto porque resolvi fazer aqui jus à causa e estou postando as 4 músicas que a Jolly Roger gravou alí na rua de baixo, no estudio Tamandas Bass, do nosso amigo Tamanduá. Postando agora, o internauta poderá baixar e ouvir quantas vezes quizer durante a semana. Se o sujeito ouvir uma vez e não gostar, não vai se incomodar mais. Quem baixar e gostar, certamente vai ouvir mais vezes durante a sua longa existência e poderá inclusive ir ao show no sábado, dia 11.

As musicas que constam nesse zip são Suspicious Mine, Psycho Killer, White Rabit e Squezze Box. A Jolly Roger, pra quem ainda não sabe é formada por Rafael Ciola (vocal e guitarra), Tania (Vocal e Meia Lua), Roberto F. Zornig (Baixo) e Adalberto Fanderuf (Bateria).


Baixe Aqui

domingo, 6 de abril de 2008

Conselhos da mestra Yoko


"Tente sobreviver", diz Yoko Ono à ex-mulher de Paul McCartney


A viúva do músico John Lennon, Yoko Ono, 75, aconselhou Heather Mills, recém-divorciada de Paul McCartney, sobre as "dificuldades em ser uma mulher associada aos Beatles".
AP/Reuters


"Tudo que posso dizer é que não é fácil ser uma mulher associada aos Beatles. Eu acho que todas as esposas sofreram e de forma silenciosa", afirmou Yoko Ono ao site britânico de notícias Sky News.

A artista plástica e cantora ainda recomendeu que Mills, recentemente eleita a celebridade mais odiada do Reino Unido, "faça seu melhor e tente sobreviver", durante sua visita à cidade natal dos Beatles, Liverpool, na Inglaterra.

Yoko também expressou seu apoio a McCartney. "Eu sinto muito por ele, tendo que passar por tudo isso. Eu não falei com ele sobre isso, mas acho que este é um assunto que ele provavelmente não quer discutir com outras pessoas", completou.

Chapman

Durante a entrevista, a viúva de John Lennon também falou sobre Mark David Chapman, homem que assassinou seu ex-marido em 1980 e pode conseguir sua liberdade condicional ainda este ano.

"Eu acho que este é um assunto muito difícil de lidar. Considerando tudo, é muito perigoso para ele sair, porque muitas pessoas se sentem mal com o que aconteceu", disse Yoko.

"The Rolling Stones - Shine a Light" já está na ativa

"The Rolling Stones - Shine a Light" estreou na sexta

da Folha Online

Estreou nesta sexta-feira (4) o filme "The Rolling Stones - Shine a Light" (EUA / Reino Unido, 2008), do premiado diretor Martin Scorsese.

O documentário foi filmado no Beacon Theater, na cidade de Nova York (EUA), em 2006, durante dois espetáculos da turnê "A Bigger Bang", e apresenta a energia da lendária banda que completou 45 anos.

O filme tem participações especiais de Jack White, da banda White Stripes, da cantora norte-americana Christina Aguilera e do guitarrista Buddy Guy. "The Rolling Stones - Shine a Light" traz também cenas de bastidores e entrevistas.

A direção é e Martin Scorsese, ganhador do Oscar pelo filme "Os Infriltrados" (2006). O cineasta Robert Richardson supervisionou a equipe de 16 câmeras formada por um time de diretores de fotografia que incluiu os vencedores do Oscar John Toll ("O Último Samurai" - 2003; "Coração Valente" - 1995), Andrew Lesnie (trilogia "O Senhor dos Anéis" - 2001, 2002 e 2003) e outros profissionais como Stuart Dryburgh, Robert Elswit, Emmanuel Lubezki e Ellen Kuras.

O musical tem 122 minutos de duração e a classificação é livre.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Sexo, Drogas e Rolling Stones

Será lançado amanhã, dia 4, o livro "Sexo, Dorgas e Rolling Stones", de José Emilio Rondeau e Nelio Rodrigues. A biografia conta, com depoimentos dos proprios integrantes da banda, os 46 anos de atividade ininterrupta.

O livro é ilustrado com fotos raras e inéditas. Reúne histórias íntimas de bastidores e alcova contadas pelos próprios protagonistas e por quem conviveu com eles, e traz inúmeras reportagens de época, resenhas de discos e shows.

Dentre os depoimentos mais inusutados pode-se citar a passagem que fala da composição de "Honky Tonk Woman", que teria sido composta no Brasil. Mais precisamente no interior de São Paulo, na chacara pertencente ao banqueiro Walter Moreira Salles. Pelo que consta Mick Jagger e Keith Richards teriam achado o interior paulista parecido com o Arizona (?), e a inspiração deve ter seguido por caminhos tão tortuosos quanto.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Bob Geldoff e a Dengue

O Brasil pode se ponto fixo nos roteiros dos grandes festivais de rock beneficentes. Tudo depende de um sinal positivo das negocioções entre o ministro Gilberto Gil e o famoso Bob Geldof. Gilberto, que esta na Inglaterra promovendo o seu disco "Gil Luminoso", aproveitou a estadia em solo britânico para contactar Bob Geldof para discutirem à respeito de como o Rock pode ajudar as vitimas da dengue no Rio e em São Paulo. Se as negociações forem rapidas, e a adesão da inicativa privada e artistas for massiva, talvez teremos ainda antes do final do ano um "Live Aedes" em praias copacabeanas.

Dentre os artistas cotados estão Ian Anderson, do Jethro Tull, Foo Fighters, Pearl Jam, e uma nova e inusitada formação de membros do Pink Floyd com Genesis.

"Gostaria muito de ver os Mutantes tocando nesse festival. São a minha banda preferida" declarou Geldoff enquanto abraçava o Ministro Gilberto em coletiva no Albert Hall.